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Por Definir

Por Definir

21
Dez20

Nos livros

Até à data e desde 1 de Janeiro de 2020, li 21 livros. +2 do que no último ano. Não é péssimo tendo em conta que comecei um namoro este ano e mudei-me com o belo rapaz para um apartamento de 40m2. 

Ora, mudar de casa implica um stress que não desejo a ninguém. Depois foi a pandemia, maravilhosa para se estar sossegada em casa, péssima nos assuntos familiares visto ter estado 2 meses sem ir ao meu Alentejo. Com algumas neuras pelo meio, encaixei tempo para 21 livros. E há 15 dias que não pego num, a sério.

Comecei "A História Secreta" de Donna Tartt, altamente recomendada por um amigo e pelas dúzias de bookstagrams que sigo. Pois que não gostei e largei ainda não ia na página 100. Confesso que fiquei triste. Não gosto, particularmente, de ser do contra mas o livro não me puxou mesmo nada. 

Decidi-me pel' "O Homem Duplicado" de Saramago mas também não é bem aquilo que estou à procura num livro nesta altura do ano. Não me cativa muito, ainda não vou largá-lo mas a história não me envolve. 

Ainda não comprei o novo do João Tordo (escritor muito admirado por mim) porque estou a guardá-lo para o início do próximo ano (ou a aguardar que seja uma prenda de Natal). Sei que vou gostar e acho que é esse o livro que preciso para voltar em força às leituras. 

Não gosto desta preguiça literária. Não gosto, não gosto.

19
Dez20

Hoje calhou assim

Não sei como é que as pessoas estão a lidar com a pandemia mas eu já estou a ficar esgotada. No início não me fez grande confusão ficar em casa. Caseira como sou, desejei, silenciosamente, que o trabalho remoto se mantivésse durante muitos mais meses. Ainda não me arrependi desse desejo mas ultimamente a neura tem sido a minha melhor amiga. E agora compreendo o sentimento tão falado durante o estado de emergência:  enquanto eu dava pulos de alegria por ficar em casa o tempo todo aninhada no sofá, todos estavam tristes, aborrecidos e deprimidos.

Os sábados eram os meus dias preferidos porque podíamos acordar tarde e passar o dia a ler sem o peso na consicência de "não ter aproveitado o fim-de-semana". Mas hoje de manhã quando acordei, não tive a mínima vontade de me levantar, comer, ficar no sofá, comer e ficar no sofá. O dia é uma tela em branco e eu não tenho vontade nehuma de a pintar. Estou só aborrecida e irritada. Com o quê? Nada. 

Menino Dudas (o meu lover) ainda pica mais e enerva-se por eu estar enervada. Enervamo-nos os dois. Cada um vai para o seu lado do apartamento de 40m2 e 10 minutos depois já estão outra vez no sofá. Tem sido mais ou menos assim no último mês. 

Perdão pela rabugice mas hoje calhou assim.

01
Ago20

Leve, assim

A aguentar o calor e os impedimentos de viajar. A ser feliz pela saúde, pelo trabalho, pelo amor e pela positividade. A vida é muito mais do que reclamações e do que futilidades que não acrescentam. Agosto chegou e o meu esforço é ainda maior para me manter sã. O calor, realmente, não é a minha praia. A água tem me salvado - seja doce ou salgada. O amor dá me energia e aquece-me o coração. O foco é manter o equilíbrio independentemente das (poucas, felizmente) adversidades que me vão surgindo. Peço pouco mas que aos meus olhos é muito: amor, saúde e trabalho. Tendo isto, consigo alcançar a minha paz interior que me deixa tão leve. 

 

19
Jul20

Acordar assim

Sou do Alentejo e não acredito que os alentejanos gostem muito do verão. Escusado será dizer que o motivo são as elevadíssimas temperaturas que se fazem sentir por esta altura. Não sou exceção: o tempo mais fresco é o meu favorito. Em meados de Outubro/início de Novembro é quando gosto mais porque nem se faz um frio de rachar nem faz calor suficiente para usar uma t-shirt. Gosto da cacimba da manhã e do friozinho que pede uma camisola mais aconchegante. 

Por isso é que hoje acordei mais bem disposta do que nos últimos meses: o tempo está farrusco. Nem me incomodou nada cancelar os planos para passar um dia inteiro na praia. Parece que vou pegar no meu livro e ficar por casa, evitando assim contrair o famoso vírus. Oh... que pena!

 

10
Jul20

Birdies

Neste estado meio louco em que vivemos, divido o meu tempo entre Lisboa e o Alentejo. Ter a possibilidade de trabalhar a partir de casa quase até ao final do ano, aquece-me o coração e a alma. Sempre quis ter esta dualidade na minha vida em que pudesse estar perto dos meus em Lisboa e dos meus no Sul, acrescentando aqui o som da Natureza, a temperatura excessivamente elevada mas que me sabe a infância e a comida mais saborosa que alguma vez provei. 

Ontem tirei esta fotografia que me deu alento e me fez amar ainda mais a Natureza. Sem dúvida que este é o meu happy place :) 

Birdies

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03
Jul20

"Call me by your name and I will call you by mine"

Vi este filme há mais de 2 anos mas continuo a recordar-me dos seus detalhes muito frequentemente. Não é apenas o crescimento pessoal de Oliver na sua sexualidade nem o romance entre ele e o estudante do seu pai; não são as várias vertentes artísticas ilustradas; não é todo o estilo mais vintage, ou não achasse eu que nasci na década errada. É tudo isto envolto em serenidade e harmonia que me fez apaixonar perdidamente pelo filme. E os cenários? Oh boy... Este filme despertou em mim uma curiosidade imensurável de visitar as villas de Itália e perder-me nas suas ruas e ruelas, um lugar onde todos se conhecem. 

O filme foi adaptado de um livro de André Aciman, que tenho em casa mas, que ainda não peguei. Creio que tenho demasiado receio de não corresponder às minhas expectativas. Vou descobrir em breve! 

 

 

26
Jun20

Biografia involuntária dos amantes de João Tordo

“Biografia involuntária dos amantes” era um dos poucos livros de João Tordo que ainda não tinha lido.

Confesso que o início da narrativa não me cativou, mas continuei a leitura porque sabia, de antemão, que era uma boa leitura por já conhecer o autor.

O livro fala da amizade de dois homens que se cruzam na altura certa das suas vidas. Pessoas solitárias (tema que o escritor gosta tanto de explorar) que sofrem por amor, cada uma à sua maneira, e que procuram um sentido para a vida. Despojados de vitalidade, acredito que são a salvação um do outro, ilustrando tão bem o papel da amizade.

Gostei, especialmente, que o livro fosse direccionado para a melancolia, a solidão e para o amor nas suas várias vertentes. Atraem-me as diferentes incidências sobre os vários temas e a exploração elegante das suas características.

Por ser um livro de 2014, consegui perceber, comparando com as obras mais recentes de João Tordo, a sua evolução na escrita quer seja na riqueza do discurso como na construção dos personagens ao longo da história.

João Tordo é daqueles autores que espero que publique, pelo menos, um livro por ano até ao resto da minha vida porque detestaria viver sem o ler. Será por isso que ainda não li 3 dos seus livros. Estou a guardá-los para o caso de existir um ano sem publicações.

 

20
Jun20

A solidão como parceira

Já me foi dito que viajei muito e que vivi muito. Ainda sem idade para me considerar uma pessoa com muita experiência de vida, reconheço alguma verdade quando mo dizem. É por isto que vivo constantemente no passado, alimentando-me de memórias antigas, não conseguindo desfrutar do presente.

Por natureza, sou uma pessoa pensativa, melancólica e só que tenta, com todas as suas táticas, esconder essas características. Gosto de me sentir assim porque é o que me faz sentir viva. Sinto-me incompreendida desde sempre e, na realidade, não quero sentir-me de outra forma. Escolhi a solidão para me acompanhar porque é quando me sinto só que me sinto real. É por esta razão que João Tordo é o meu escritor preferido: todos os seus livros se referem, em determinado ponto, à solidão e ao efeito que a mesma tem nos personagens.

"A melancolia é impossível de combater porque, a partir do momento em que nos aventuramos no mundo, teremos sempre saudades de tudo. De tudo.”

                                                                                                            Biografia involuntária dos amantes de João Tordo

09
Jun20

Sobre ela

"És estranha".

Ela recorda-se desta frase que lhe foi cuspida como se fosse uma ofensa. Sempre se sentiu um pouco fora do padrão de raparigas que a sociedade produzia. Sempre se sentiu especial, superior até, julgando aqueles que não partilhavam da sua opinião ou do seu pensamento, julgando a mãe ou o pai quando discordavam dela ou a repreendiam por algo que ela considerava normal, aceitável e assertivo. Julgava em silêncio mas, quando se transformou numa rebelde adolescente que espelhava todas as suas emoções e pensamentos na face como se não existissem filtros entre o pensamento e a expressão facial, decidiu, de forma corajosa, despejar os seus julgamentos verbalmente. Ainda que fizesse um esforço para não magoar os que ouviam os seus pensamentos, não queria deixar de ser clara e assertiva quando os revelava, temendo esconder uma mentira dentro de si se não o fizesse. E, se por algum momento, achasse que não estava a ser verdadeira, sentia-se sufocada pela educação que lhe fora dada sempre evidenciando a aversão à mentira. 

Hoje, com 24 anos, percebeu que os seus pensamentos não devem ser revelados na íntegra sob pena de ser considerada "estranha". Ainda não percebeu qual o limite entre omitir verdades importantes quase consideradas mentira ou verdades leves que pouco ou nada impactam a sua vida e a dos que a rodeiam. Mas um dia vai aprender a limitar esses dois domínios. 

Nota

Todas as imagens aqui publicadas são do Pinterest, excepto se existirem indicações contrárias.

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