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Por Definir

Por Definir

11
Ago19

Não julguem ninguém

Tenho um amigo meu que está há vários anos a tentar concluir a licenciatura. Já está a arrastar-se há mais de 5 anos e eu sempre o julguei fortemente por isso. Como é que uma pessoa é tão preguiçosa a esse ponto? O problema dele é mesmo esse: ser preguiçoso. E, a meu ver, as pessoas preguiçosas que não correm atrás dos seus objetivos não têm um propósito na vida. 

Ora esta visão mudou radicalmente. Deixei de ser extremista. Arrastar algo durante muito tempo não significa, necessariamente, uma ausência de propósitos. Aliás, há uma série de fatores que podem estar por detrás desta situação. 

Digo isto porque é o que me está a acontecer há cerca de dois meses. Não consigo finalizar o projeto que tenho em mãos e fico frustrada sempre que me apercebo do tempo que tenho vindo a perder. Mas quando me sento à mesa para o fazer, não sou produtiva. Nem consigo pensar. Nada. Logo eu que sou toda despachada e que faço tudo num instante. 

Ainda não percebi o motivo desta procrastinação. Nem sei se alguma vezes perceberei. Só quero que passe. 

 

13
Jul19

Este ano não vou à praia e não me importo nada

Este ano o meu verão vai ser exclusivamente passado no escritório ou em casa, debruçada na tese. 

E sabem que mais? Não me incomoda nada. Ir 1 dia à praia no ano é suficiente para mim já que, logisticamente, é um processo que me deixa nervosa. Eis o porquê:

  • Estacionamento
  • Andar 1,5km para pousar a tolha de modo a agradar todos os presentes com a localização
  • O vento que se põe
  • As pessoas que se aconchegam umas às outras como se estivesse muito frio
  • A água salgada que me dá comichões no corpo
  • A vontade interminável de comer infinitas bolas de Berlim
  • As gorduras que sobressaem de todos os lados e sim, #ama-te mas ainda assim... 
  • A A-R-E-I-A. O drama da areia. Matéria da qual são feitas as praias. Há areia em todo o lado - malas, comida, corpo, toalha, livros, tantas-outras-coisas
  • O chapéu de sol que é demasiado pequeno para todos
  • E depois o clássico não fazer nada que me incomoda muito e...
    • Está fora de questão fazer desporto porque a areia está a escaldar;
    • Está fora de questão jogar às cartas ou ler porque o vento leva tudo;
    • Está fora de questão passar o tempo todo na água porque é um gelo. 

Pronto, agora vou voltar a mergulhar na minha tese.

08
Jul19

Uma ideia inovadora: guardar sono

Liguei o computador hoje, após 4 dias extremamente caóticos.

O meu tempo livre é bastante reduzido e, acrescentando o tempo que dispenso para concluir o mestrado, restam-me 7 horas que gasto a dormir. Dormir, a actividade que me sabe tão bem mas que antagonizo veementemente. Atualmente é algo que preciso, acima de gostar e querer. Nunca durmo mais do que 8 horas para não roubar tempo às minhas outras tarefas.

Nas férias de verão em que dormia 10 a 12h por dia cheguei a pensar que seria extremamente útil e valioso acumular horas de sono no corpo para depois irmos gastando ao longo dos anos quando não conseguíssemos dormir a quantidade de horas suficientes. Pensei que adorava conseguir hibernar nas férias de verão (sim, detestava-as) de forma a ajudar o meu futuro eu em situações como as de agora onde preciso de canalizar todos os minutos para os meus afazeres.

O Homem ainda não inventou esta dinâmica mas anseio por esse dia.

04
Jul19

Já não tenho tempo

Mudei-me para Lisboa a semana passada e iniciei o meu novo trabalho no ínicio desta semana. Posso dizer que agora compreendo quando alguém diz que não tem tempo. Enquanto que anteriormente acreditava que nós fazíamos o nosso próprio tempo, agora já não penso da mesma forma. 

Esta primeira semana de formação é extremamente exaustiva e frustrante visto que há demasiados detalhes aos quais tenho que prestar atenção e, como demoraa algum tempo, cometo muitos erros. Depois há a vergonha de toda a gente estar a notar em mim enquanto trabalho já que têm que me supervisionar por uns tempos. 

Enquanto tudo isto, a tese de mestrado ficou em banho maria e tem que ser retomada com extrema urgência. Para não falar que decidi, comigo própria, que até finalizar o mestrado (outubro), não tenho qualquer tipo de vida social. 

Espero conseguir, pelo menos, respirar até ao final do ano!

01
Jul19

As Intermitências da Morte

Finalizei há pouco a leitura do livro "As Intermitências da Morte" de José Saramago.

Devo dizer que este é o meu 4º livro do autor. Anteriormente já tinha lido "Memorial do Convento" (obrigada no ensino secundário), "O Ano da Morte de Ricardo Reis" e "Caim". Estas duas últimas obras foram as únicas de que gostei sendo que a penúltima é uma das minhas preferidas de sempre. "As Intermitências da Morte" é outro livro de Saramago que contém a sua escrita tão característica e levanta questões morais pertinentes quando a sociedade se depara com um fenómeno, no mínimo, peculiar: a eternidade. Gostei bastante dos seus pontos de vista que jamais me ocorreriam e que o autor espelhou muito bem no decorrer da narrativa. Esta, não sendo exaustiva, não tinha as ligações às quais me habituei e senti que não estava harmoniosamente sequencial. Senti-me maçada ao lê-la e foi um pequeno sacrifício terminar o livro já que não despertou em mim a vontade e o interesse pela ação. 

É um daqueles livros que está no limite da corda bamba entre o ler ou não ler.

26
Jun19

O desequilíbrio

Peco por ser extremista. Ora adoro, ora odeio. Ora faço muito, ora não faço nada. Ora sou muito organizada, ora sou muito desorganizada. E por aí em diante com todos os adjetivos possíveis. 

Visto que a vida é feita de fases, a minha é feita de fases muito acentuadas que, geralmente, são o oposto umas das outras. O equilíbrio muda drasticamente. Equilíbrio pleno ou desequilíbrio pleno. 

Mas o que importa é ter saúde. 

24
Jun19

Dia R - dia da ressaca

Saio muito pouco à noite por três razões muito particulares: perco tempo, fico "doente" e desregulo o sono.

Sair à noite, para mim, implica ficar até tarde na festa. Visto que são raras as vezes que saio, quando o faço é para ficar até de manhã. Ora isto implica deitar-me com o sol no horizonte e acordar depois da hora do almoço (coisa que detesto). Esta mudança de horários deixa-me doente (juntamente com a inevitável ressaca). Dor de cabeça, má disposição, falta de apetite, preguiça excessiva e falta de proatividade são os sintomas de que sofro no dia seguinte. Devido a todas estas ocorrências, o dia R (de ressaca) é totalmente inútil dado que a principal (e única) tarefa é vegetar - (Figurado) Viver uma vida de inércia, obscura, miserável.

Entretanto apercebi-me que já não demoro 1 dia a curar uma ressaca mas que os efeitos da mesma se prolongam até ao 2º dia. Posto isto, prometi a mim mesma que enquanto me lembrar, 1 - não bebo, 2 - não saio, 3 - não me deito tarde. A última vez que prometi isto foi há mais de meio ano. Nada mau. 

19
Jun19

Um quarto ou uma ponte?

Em posts anteriores já tinha mencionado a minha busca exaustiva por um estágio (ou emprego) que se estendia por toda a Europa. A dificuldade em encontrar um desafio que me motivasse e que me enriquecesse estava a levar-me à loucura.

Depois de muitas reuniões quer presenciais, quer online, obtive A proposta. Não quero estar a fazer a festa antes do tempo mas as expectativas para o futuro são muito promissoras. O estágio é numa daquelas empresas onde nos orgulhamos de pertencer e a minha posição de aprendiz não podia encaixar-me melhor. 

A missão de obter um estágio foi bem sucedida e, quando eu pensava que tudo estava resolvido, eis que me deparo com a situação precária das rendas em Lisboa. Estou a escrever sobre isto e já consigo sentir as minhas têmporas a pulsar. Este post era para se intitular de "Reclamação ao Governo devido aos inadmissíveis preços de habitações na capital" mas acho que nem vale a pena. 

Não há muito a dizer a não ser que, se ganhásse o ordenado mínimo, jamais conseguiria pagar um quarto e comer durante o mês algo mais do que apenas pão e água. Numa plataforma online, vi um anúncio de um quarto sem janela, minúsculo, numa casa com mais 6 quartos a 470€ por mês com despesas incluídas. Foi nesta altura que desliguei o computador e repensei a minha vida toda. 

A conclusão a que cheguei foi que há duas grandes pontes e, por sinal, muito jeitosas. 

14
Jun19

A mulher que correu atrás do vento

João Tordo é o meu escritor português preferido e esta afeição intensifica-se cada vez mais conforme vou lendo os seus trabalhos. Confesso que o seu penúltimo livro "Ensina-me a voar sobre os telhados" não me cativou mas, ainda que não o tenha lido na sua totalidade, a qualidade da sua escrita é indiscutível. 

A capa d'A mulher que correu atrás do vento fascinou-me desde o primeiro momento mas, não querendo colocar as expectativas no topo, não lhe atribuí importância. Retirei-o da estante da biblioteca municipal assim que o vi na secção dos destaques antes que alguém o requisitasse primeiro.

A história gira à volta de 4 mulheres que existiram em diferentes tempos históricos. Todas elas têm algo em comum e todas elas são admiravelmente retratadas tal como todas as outras personagens sobre as quais o autor se debruçou. 

Sobre a escrita confirmo que se mantém genial, a descrição dos cenários é tão perfeita que nos transporta até eles, já para não falar da continuação dos temas taciturnos e profundos. Ainda que seja um livro denso e pouco fácil, a sua complexidade está bem equilibrada com a fluidez e a imponência das palavras de João Tordo. A dor e a falta de uma figura maternal estão presentes ao longo do livro e é absolutamente notável o enredamento que se vai construindo no desenvolver da história. 

Creio que este livro demarca de uma maneira muito clara e evidente a evolução do autor comparativamente às suas obras menos recentes. Tive a sensação que João Tordo desabrochou e atingiu o seu expoente máximo como escritor. E eu que pensava que já não era possível prosperar-se mais... Fico a aguardar, ansiosamente, pelo próximo. 

12
Jun19

Liberdade a ler

Sou uma daquelas pessoas que não faz desafios de leitura, que não participa em clubes de leitura nem faz uma lista no final do mês com os livros destinados a ler no mês seguinte (mas gostava tanto!). Não o faço simplesmente porque para além do meu estado de espírito mudar (vezes consideráveis) ao longo do mês, há muitos livros que começo a ler mas que não termino. Por estas razões, não me comprometo com nada nem com ninguém (apenas 'livrescamente' falando!).

Sei que para alguns é pecado mas a lista de livros que tenciono ler é demasiado extensa e tende a aumentar gradualmente a modos que não perco tempo a ler um livro que não gosto ou com o qual não sinto qualquer tipo de empatia. Por vezes, não significa que o livro não é bom mas simplesmente que o meu estado de espírito não é o melhor para a obra em questão.

Considero-me uma leitura impulsiva. Leio o que me cativa naquele momento e mudo as leituras consoante a minha vontade. E esta liberdade é uma característica muito própria de quem lê. A leitura de um livro é uma viagem no tempo e no espaço que nos faz sentir livres. Por que razão haveríamos de continuar numa viagem que não nos acalenta a alma? 

Esta é a minha justificação por não ter prosseguido a leitura d'O último cabalista de Lisboa de Richard Zimler. É uma obra com muitos pormenores e exige a concentração que, neste momento, não disponho. Creio que a dificuldade em me focar está relacionada com o excessivo uso de redes sociais mas isso já é conversa para outra altura. 

Por ser tão seletiva, há apenas dois livros aos quais atribuí uma estrela e um livro ao qual atribuí duas (no Goodreads): A Metamorfose, Lolita e Como é linda a puta da vida, respetivamente. Se bem me recordo, creio que não li até à última página os dois primeiros livros mas como li mais do que dois terços, achei que o meu tremendo esforço e a minha forte opinião mereciam ser públicos! 

E não, não acredito que "o livro começa a ser interessante a partir do meio". Refuto. Quando um livro é bom, é bom desde a primeira palavra! 

E vocês, já deixaram livros a meio ler? Digam que sim para não me sentir sozinha! 

Nota

Todas as imagens aqui publicadas são do Pinterest, excepto se existirem indicações contrárias.

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