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Por Definir

Por Definir

31
Jul18

Ensaio sobre a Cegueira

Tenho uma relação de amor-ódio com Saramago. Ora adoro os seus livros, ora os acho aborrecidos e enfadonhos. "O Ensaio sobre a Cegueira" insere-se nestes últimos. Sei que não é da escrita porque tem o mesmo estilo que os outros livros dos quais gostei por isso calculo que seja da história. Não me cativa, não me prende, não me diz nada. O que é bastante invulgar uma vez que este livro tem uma pontuação de mais de 4 estrelas. 

Parece que nem toda a gente gosta do mesmo...

30
Jul18

E por falar em comida

Se me perguntarem se tenho saudades de Lisboa a minha resposta será: "só dos restaurantes à mão de semear". 

O melhor de Lisboa é estar em casa, apetecer-me um qualquer tipo de comida e 30 minutos depois estou a compra-la. É simples, é rápido e dá felicidade. Tenho saudades dos brunches que têm mil ingredientes mas que depois de receber a comida na mesa percebo que podia ter feito aquilo em casa pela metade do preço; tenho saudades de ir ao meu café preferido e comer o melhor red velvet que já provei na vida; saudades de comer o sushi mais maravilhoso; saudades de comer exatamente o que quiser e à hora que quiser. 

Isto, para mim, é Lisboa. 

 

27
Jul18

Das leituras

Nestes dias sem o meu computador para ver séries ou filmes, dediquei-me à leitura. Já tinha lido críticas muito positivas acerca deste livro e decidi requisita-lo na biblioteca municipal. 

Sinopse

"Em Hoje Estarás Comigo no Paraíso, Bruno Vieira Amaral, desenha uma investigação do assassínio do primo João Jorge - morto no bairro em que ambos viviam no início dos anos 80 - e usa essa investigação como estratégia de recuperação e construção da sua própria memória: a infância, a família, o bairro e as suas personagens, Angola antes da Independência e nos anos que se lhe seguiram, e a figura (ausente) do pai.

Na reconstituição da personalidade e do percurso da vítima, da noite em que tudo aconteceu, na apropriação que o narrador faz de uma ligação com João Jorge (mais ou menos forjada pelos mecanismo da memória) - e de que faz parte essa busca mais ampla das dobras do tempo e do esquecimento - são utilizados os mais diversos materiais: arquivos da imprensa da época, arquivos judiciais, testemunhos de amigos e familiares, e a literatura, propriamente dita - como uma possibilidade de verdade, sempre".

 

Confesso que não me conquistou. Ou porque tinha as expectativas altas ou porque não adorei a história ou porque o livro é muito pesado. Não é um livro simples e envolve muita concentração e perspicácia. Não é uma leitura corrida e fluida mas sim uma espécie de puzzle que o autor constrói indo buscar memórias quer das personagens quer dos sítios. O objetivo é compreender o assassínio do primo João Jorge que aconteceu há mais de 30 anos. 

Uma pesquisa aos arquivos que documentam a sua morte e também a consulta, junto das pessoas mais próximas do primo, das memórias que têm dele e do que conheciam da sua pessoa moldam a história. Durante este trabalho de investigação o autor procura construir a sua própria identidade ou relembra-la desde a infância até ao fim da juventude. 

É bastante percetível a escrita complexa e rica de Bruno Vieira Amaral mas também a intensidade que nela deposita. Contudo, a história não me cativou e tornou-se aborrecida e cansativa.

 

12
Jul18

Da biblioteca

Para ocupar o meu tempo nas férias decidi ir à biblioteca municipal da vila: o meu sítio preferido. Não é uma biblioteca grande mas oferece conforto e calma para escolher os meus livros preferidos. 

Dividida entre a área dos adultos e a área das crianças, tem ainda um expositor à entrada com os destaques da semana. Quando era pequenina tinha o sonho de ler todos aqueles livros. Acho que era o meu objetivo de vida. Agora só leio os que me cativam por qualquer razão. Ora porque li uma crítica, ora porque a capa é bonita, ora porque a sinopse promete. Desta vez trouxe 3, bem grandes. Não sei se os conseguirei ler todos até ao mês que vem até porque já estou a ler outros 2. 

Eu sou assim, se é para ser, que seja em grande. Vamos lá ver se dou conta deles. Virei reportar assim que os leia. 

 

11
Jul18

(Não) Fazer nada

Quando estou de férias tento ocupar-me o máximo de tempo possível. Sim, adoro fazer nada durante 2 dias mas mais que isso é um exagero. Quanto menos faço, menos vontade tenho para fazer seja o que for. Os dias arrastam-se numa lentidão e quando vou para a cama só penso no dia que desperdicei a molengar. Por esta razão, evito estar parada sem muito para fazer.

Acredito que não sou única a sentir-me assim. As pessoas que eu conheço que odeiam o domingo são as mesmas que não fazem rigorosamente nada nesse dia. Como último dia de descanso antes de uma longa semana, está intrinsecamente infiltrada na nossa mente a ideia de aproveitar ao máximo este dia, cansando-nos o menos possível e, por isso, praticar a atividade do nada. 

Aproveitar o dia para descansar não quer dizer ficar no sofá a ver televisão o dia todo mas sim fazer algo que nos dê prazer e que nos mantenha ocupados. Nada contra quem adore ver televisão no sofá mas, pelo menos a mim e a quem eu conheço, deixa-me mole e sem ação. 

Adotar uma rotina é essencial para o controlo do tempo. Acordar cedo deixa-me logo bem disposta e com vontade de fazer algo, de produzir algo. Vejo muitos episódios de séries, sim, mas já me distanciei um bocadinho mais desse vício de que já falei antes. 

Comecei a pensar sobre o meu tempo quando perdia horas, sim, horas, a deambular pelas redes sociais. Pensei em elimina-las mas são-me bastante úteis e optei por reduzir o tempo de utilização das mesmas. Tenho mais tempo livre e não me sinto prisioneira. 

Não percam todo o vosso tempo nas redes e dediquem-se mais ao que vos faz feliz!

 

 

08
Jul18

Call me by your name

Por recomendação de várias pessoas, decidi ver o filme "Call me by your name". Não podia surgir em melhor altura. 

O filme passa-se numa vila de Itália, na década de 80, onde uma família está a passar o verão. Elio passa as suas férias a nadar nos lagos, a ler e a compor música enquanto deseja fervorosamente que o verão acabe. O que ele não sabe é que a sua vida vai mudar para sempre. 

O filme é maravilhoso. Os cenários são simples mas deslumbrantes e dá-nos a sensação de que conhecemos o sítio, que pertencemos lá. O enredo envolve temas bastante atuais sem nunca ultrapassar a linha do aborrecido. Continuo a lembrar-me dos meus pormenores preferidos porque realmente teve um impacto em mim. Gostei. Despertou em mim os mais serenos e vivos sentimentos.

 

 

 

Nota

Todas as imagens aqui publicadas são do Pinterest, excepto se existirem indicações contrárias.

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