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Por Definir

Por Definir

08
Ago18

Incêndios no Sul

Incomodam-me os incêndios. Incomoda-me ver as pessoas desesperadas e o resultado negro e laranja que paira no ar. Incomoda-me ver as chamas e as labaredas transmitidas pela comunicação social que está quase a ser queimada também. Como dizia um amigo meu, "a própria comunicação social é um fogo a apagar". Perguntar às pessoas como se sentem? Como é que acham que elas se sentem ao verem as suas casas, as suas vidas ameaçadas? Que pergunta desnecessária e ridícula é essa?!

Sim, gosto de me manter a par da situação do incêndio mas dispenso o testemunho de pessoas e dispenso ver repórteres perto do fogo, perto dos bombeiros, a chatear as pessoas e decerto a atrapalha-las. 

Quanto ao motivo dos incêndios, não quero imaginar que a culpa se deva a um lapso no ordenamento do território porque se for mesmo, os responsáveis por essa gestão não devem conseguir dormir à noite. Ou não deveriam. 

Não quero que Portugal arda nem que o mundo arda. É tão mais bonito admirar uma paisagem verde! Por favor, tomem as precauções necessárias para preservar a Natureza. 

08
Ago18

O Paraíso segundo Lars D.

Li o primeiro ("O luto de Elias Gro") e o terceiro livro ("O deslumbre de Cecilia Fluss") da trilogia d'Os lugares sem nome de João Tordo. Só depois de ler o último me apercebi que me faltava o do meio, o mais pequeno mas igualmente extasiante. Fui requisita-lo à biblioteca e li-o de uma ponta à outra num instante. Mais uma vez, o autor não desilude e as suas histórias captam o leitor da melhor forma possível. Já aqui tinha dito que era um dos meus escritores portugueses preferidos e mantenho a minha opinião. 

Todas as três histórias se interligam e relacionam numa harmonia desconcertante. Falam de solidão mas o autor não deixa o livro pesado nem negro. Dá-nos uma perspetiva diferente da solidão, a parte boa se quisermos. É evidente que mais do que o próprio solitário, os que o rodeiam preocupam-se mais, sofrem mais. Deixam-se de julgar as pessoas e entra-se num novo mundo de compreensão sobre os sentimentos do outro e de nós mesmos. É um livro íntimo, este. Os outros são igualmente intensos e emotivos. Não posso deixar de recomendar. 

07
Ago18

Pelo Sul

O calor que se faz sentir é abrasador e incomoda mesmo muito. As temperaturas quase que chegaram aos 50ºC na semana passada e resultou em desconforto. Quem não tem ar condicionado derrete em casa e quem tem aguenta melhor estas ondas de calor.

Não gosto do Verão por isto mesmo. Pelo calor horrível que se sente. Já acordei várias vezes de madrugada para tomar um duche e não me enxugo. Vou a pingar até à cama e lá me deito. Fica tudo molhado mas a intenção é mesmo essa. As janelas, claro, estão abertas. O chão também é uma boa opção mas é demasiado duro. 

Esta noite foi a melhor da última semana. Hoje acordei com um fresquinho que considerei gentil por ser tão agradável no corpo. Por mais noites (e manhãs) como esta. 

05
Ago18

O deslumbre de Cecilia Fluss

"O deslumbre de Cecilia Fluss" de João Tordo é o último de uma trilogia que eu não sabia existir. Contudo, já tinha lido o primeiro volume intitulado de "O luto de Elias Gro" e tinha ficado encantada com o autor. Tenho ideia de ter lido o segundo livro: "O paraíso segundo Lars D.". Como não tenho bem a certeza e não me recordo da sua narrativa, decidi (re)lê-lo. 

Não me quero alongar muito sobre o livro nem sobre a sua história. Deixou-me a pensar na forma como os sentimentos nos dominam e que, muitas vezes, não nos apercebemos do que estamos a viver. Só mais tarde temos bem a noção de certas situações que na altura nos pareciam mais graves do que eram. Deixou-me a pensar na velhice e em como complicamos a vida. Na demência e na loucura. No lado bom da insensatez. 

João Tordo é um dos meus escritores preferidos devido à sua capacidade de captar os sentidos e de os direcionar, todos, para a sua escrita. É dos poucos autores que me faz ficar absorvida e concentrada durante horas. Aquela concentração que nos faz deixar de ouvir as outras pessoas à sua volta. É o que mais gosto nos seus livros: de imergir sem hora para voltar. 

04
Ago18

Sobre viajar de autocarro

Arrisco a dizer que o autocarro é o meu meio de transporte preferido. Porque balança, tem um certo ritmo que me embala. Mais do que vontade de dormir, oferece-me conforto. Além disso, utilizar transportes públicos contribui para o meio ambiente e para um planeta mais feliz. 

Claramente que há contras como por exemplo a dependência de horários pré-definidos ou o barulho. Mas é conveniente,  económico e o mais importante: ajuda a proteger o planeta. 

 

01
Ago18

O mês do calor

Sei que o mês de Agosto é o preferido de muita gente mas não é o meu. 

O calor é abrasador, há imensa gente em todo o lado (especialmente no Algarve) e Portugal inteiro para por estarem todos de férias. É um mês caótico que me deixa nervosa devido à confusão. Já estive em espaços onde sufoquei e estava ao ar livre! 

As praias portuguesas nem precisam de ser mencionadas. São o sítio mais procurado pelos portugueses, franceses, ingleses, alemães e todas as outras nacionalidades do mundo. É um terror! Se há coisa que não gosto é colar a minha toalha à dos outros. Fico logo com os nervos em franja. Normalmente escolho sempre um sítio mais calmo e espaçoso mas em Agosto fica difícil. 

 

Nota

Todas as imagens aqui publicadas são do Pinterest, excepto se existirem indicações contrárias.

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