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Por Definir

Por Definir

18
Out18

Hoje tenho muitas questões sobre o erro e não só

O peso que colocamos no erro é o peso que esse mesmo erro tem? Como é que se classifica um erro relativamente à sua gravidade? Há alguma escala com diferentes pontos a que temos que atentar de modo a inserir o erro numa categoria? 

Quase nunca cometo erros que magoam terceiros (ou segundos? tendo em conta que sou a primeira...) mas quando o faço, faço em força. São quase sempre parecidos, o que torna a situação desagradável, especialmente para mim. Esta continuação de dificuldade de aprendizagem envergonha-me e desilude-me. Acima de tudo, envergonha-me. 

Eu sei que estou a caminhar para o erro mas não páro. Faz algum sentido? Será que algum dia vou parar a tempo? E fico triste porque sei que sim, que um dia vou corrigir esta inabilidade. Mas será tarde demais? 

16
Out18

Uma crítica que alumia de Ricardo Araújo Pereira

Aprecio bastante a escrita de Ricardo Araújo Pereira. Considero-o um dos portugueses mais inteligentes, com um humor genial e extremamente engenhoso. Ainda só li um livro dele - falha minha - mas sigo o seu trabalho e leio a coluna opinativa da Visão que escreve com regularidade. Achei esta particularmente bem escrita e vale a pena tirar 5 minutos para a ler. Aliás, vale sempre a pena despender tempo a ler este senhor (ou a ouvi-lo). 

O mês passado lançou um livro intitulado "Estar vivo aleija" que, apesar de não ter lido ou sequer folheado, recomendo vivamente. Nunca desilude. 

15
Out18

Coisas que correm mal e que me dão cabo dos nervos

É-me muito difícil ser produtiva e quando o sou, parece que a vida não colabora comigo. Ultimamente tenho tido muita preguiça para trabalhar e quando finalmente começo a produzir algo, acontece qualquer coisa que me desvia a atenção. É extremamente frustrante. 

No fim-de-semana, quando me sentia inspirada para escrever (o meu trabalho gira muito à volta disso), alguém me batia à porta ou alguém me ligava ou sentia uma necessidade urgente de ir à casa-de-banho ou ficava cheia de fome. Digam-me se isto é normal!!

Hoje acordei completamente em paz e inspirada e até cheguei ao trabalho mais cedo. Sendo a primeira, tive o escritório só para mim durante uns minutos. Comecei imediatamente a trabalhar e quando já tinha cerca de um terço do artigo pronto, o meu computador foi abaixo porque a minha colega trocou o meu carregador de ficha. Pronto, tudo bem, o documento guarda-se automaticamente. Não. Só guardou metade. 

O que pensei? Pronto, isto é um sinal de que tinha de reformular e escrever de outra forma. Continuei a escrever e melhorei bastante o texto e do nada, o meu computador vai abaixo dizendo que houve um erro. Como me tinha esquecido de guardar, perdi outra vez o trabalho todo que tinha feito (e que já era metade). Fiquei extremamente chateada mas... é a vida! Então, mais uma vez, recomecei o artigo mas agora não me sai nada. Estou demasiado frustrada e não quero forçar as palavras porque sei que não vou chegar a lado nenhum. Porque é que a vida contraria?!

14
Out18

Querer mais, ter mais, comprar mais

"Vamos dar uma volta ao shopping. Não tenciono comprar nada mas é para arejarmos a cabeça". É muito comum ouvir estas frases. O sentido que elas têm para mim é nenhum. 

O ser humano é um bicho que, incansavelmente, nunca tem o suficiente, quer sempre mais. A ambição tem as suas vantagens mas abordarei, aqui, o seu lado mais negativo. Uma situação muito comum com a qual me deparo é a constante queixa do "não tenho nada para vestir" quando se tem um roupeiro cheio de têxteis. Ora, compreendo que a pessoa não lhe apeteça vestir nada do que tem, que queira algo novo porque, verdade seja dita, todos nos sentimos bem com roupas novas. Mas será que precisamos mesmo? A questão aqui é mesmo a necessidade. Porquê gastar dinheiro numa coisa de que não se precisa? 

Para além da ambição de querer ter sempre mais e melhor, entra a variável auto-estima (ou felicidade). Comprar para fazer sentir melhor. E se o foco fosse para coisas não materiais? Também com o intuito de nos fazer sentir bem, claro. 

Eu, aqui me confesso, não gosto de ir às compras mas gostava que alguém fosse por mim de modo a ter sempre roupas novas a cada 4 meses (coincidindo com as estações, está claro). Na prática, não é possível. Porque não tenho dinheiro para isso, porque não há ninguém que saiba melhor do que eu o que gosto e porque acho um exagero esta vaidade toda. Vaidade: não é um dos sete pecados mortais? 

Esta discussão dava pano para mangas mas onde quero chegar é que há diferentes meios para elevar o nosso bem-estar, a nossa auto-estima e a nossa felicidade. Concentrarmo-nos em actividades que nos enriqueçam e que nos façam crescer, desfrutando da companhia de quem nos é mais querido ou deliciando-nos com uma refeição preparada por nós mesmos são pequenos prazeres que aumentam o (meu) bem-estar. Sendo eu uma pessoa que se preocupa em não gastar dinheiro (para manter o meu equilíbrio financeiro), viro constantemente a minha atenção para evitar o consumismo desenfreado a que a sociedade assiste diariamente. 

Concluindo a frase com a qual comecei, não, não gosto nem percebo quem vai ao shopping arejar a cabeça. Para mim, centros comerciais são uma tortura, um espaço de tentações às quais evito sempre que posso. Ver todos os bens-materiais que facilmente podiam disparar a minha dopamina e não os comprar (ou porque são dispensáveis ou porque não quero participar na onda consumista) é a mesma coisa que me esforçar para ser saudável e a minha mãe me pedir para ir buscar um Snickers à secção dos chocolates. 

13
Out18

Um pequeno resumo da minha vida no último mês e meio

Quando penso no início desta loucura só me lembro das 12 horas passadas num avião onde os meus olhos pareciam os de uma saboga morta. Tenho dificuldade em dormir em locais que me são estranhos (qualidade que retirei do meu pai) por isso imaginem os meus primeiros dias aqui. Entretanto o cansaço venceu e o meu corpo habituou-se à nova rotina. 

Custou mesmo muito viver do outro lado do mundo, sozinha e num ambiente extremamente diferente do português (ainda custa). Logo quando cheguei, queria ir embora. Se me dessem um bilhete de volta nem pensava duas vezes e este pensamento durou umas duas semanas. Os meus amigos lembravam-me constantemente de que era uma experiência incrível, que ia levar memórias para a vida e que ia amar o país. Eu dizia-lhes que não acreditava muito nas suas palavras mas agradecia-as e esperava, secretamente, que tivessem razão. 

Durante este mês e meio fui recebendo várias mensagens em que me perguntavam se já estava a gostar. Eu nunca 'não gostei', eu simplesmente sempre preferi a Europa e mantenho a minha opinião. Não adoro o país, não. Porquê? Pela sujidade e pela pobreza. Contudo, adoro a amabilidade e a praticidade dos habitantes e também há boa comida. A cidade é linda à noite. Diria que a mais bonita onde já estive porque junto ao rio as luzes têm outro brilho, outro encanto. Como não estou em viagem, não aproveito da mesma forma que os backpackers mas no final do próximo mês conto ser um deles! 

De resto, é o normal: trabalhar todos os dias das 9h às 18h com fins-de-semana livres onde trabalho na tese. Não dá para fugir muito à rotina. Falta um mês e meio e não acredito que já estamos no meio de outubro. O tempo passa mesmo a voar e é imprescindível tirar o melhor partido de todas as situações com que nos deparamos. 

Ahhh! E o Natal está quase aí! Tenho muita pena de só chegar a Portugal perto da data e perder todo o espírito natalício que adoro! No entanto, estou curiosa por viver esta época na Ásia. 

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10
Out18

Logo de manhã? Não, obrigada

O meu supervisor agendou um 'pequeno-almoço de negócios'. Estando num país desconhecido e não tendo conhecimento suficiente da ética profissional, aceitei mas de pé atrás. Estava muito receosa e vacilante.

O que aprendi é que não se deve sofrer por antecedência porque foi apenas uma conversa informal sobre o país e sobre o tempo. Pelo que entendi, o senhor só estava a tentar integrar-me (ainda mais) e a mostrar-se disponível para me ajudar no que fosse preciso. Pagou-me o pequeno-almoço e deixou-me no escritório.  

O que pensava que seria a minha preocupação, deixou de o ser e o que nunca pensei que fosse, tornou-se numa: a comida. Comer sopa de noodles com frango e ovo às 8h da manhã não foi particularmente agradável. Ainda estou um bocado indisposta. O sabor ainda está demasiado presente. Acho que vou comer um iogurte para limpar o paladar (e o corpo). 

06
Out18

A Cristina, a violência doméstica e a igualdade de géneros

Por não me encontrar fisicamente em Portugal, decidi comprar a revista Cristina online. Captou-me assim que vi os primeiros vídeos desta última edição. Ao contrário do que sempre acontece na revista, não falava de amor mas sim da ausência dele. Por ser tão diferente e com um tema tão moderno como a igualdade de género, achei que seria uma boa leitura. Posso dizer que foi arrepiante.

A violência doméstica está retratada na revista com uma coragem que me inspira e me dá força interior para amar a vida, para viver. Mudou alguma coisa dentro de mim. Senti uma bofetada de uma realidade que eu desconhecia e que só valorizei com aqueles testemunhos. Nada justifica uma agressão (a não ser em própria defesa). Por muito errado que possamos ter feito, jamais, é justificável sofrer agressão física, psicológica ou emocional. É preciso agir. É preciso combater. É preciso ajudar e proteger.

Nunca tinha pensado muito nisto. Achei que sim, que a diferença entre géneros existia, mas que era um exagero ser feminista e colocar as mulheres acima dos homens (que era o que me parecia estar a acontecer). E é. Há bastantes movimentos políticos, sociais ou culturais que, atualmente, enaltecem a mulher de uma forma que diminui o homem. Não é esta a forma mais correta de o fazer. Por vezes, até senti que estavam a discriminar o sexo oposto. Por exemplo, sigo blogs relacionados com livros e um deles decidiu apenas ler livros escritos por autoras. Não estará a discriminar os autores? Não estará a colocar o homem numa posição inferior?

O feminismo (quando correto) tem como único e exclusivo objetivo eliminar qualquer tipo de diferença entre a mulher e o homem e libertar a mulher dos estereótipos que se foram criando ao longo da história da humanidade. Nunca apoiei nem critique este movimento. Não queria dar valor às diferenças que existem, não lhes queria dar poder para existirem. Mas elas existem e se não lhes dermos importância, há sempre alguém que lhes dá e que as torna evidentes. Há que combatê-las e lutar por diminuir e eliminar o estigma das sociedades atuais. Mas atenção, os homens não são os donos do mundo mas as mulheres também não. Dividimos o poder de forma igualitária. É por isso que vou lutar.

Obrigada à revista Cristina por ambicionar mudar o mundo e ter-me mudado a mim. Obrigada à Maria e à Micaela por terem partilhado a sua história. 

 

 

05
Out18

Marcar um voo

Um sentimento contraditório. Diria que agridoce. Realizada por visitar mais um país. Destroçada por ter a conta bancária mais vazia. Espero nunca mais me lembrar deste dinheiro porque significa que não precisei dele. Mas não é como dizem? Que viajar é a única compra que nos faz mais ricos. Vamos lá ver! 

 

Nota

Todas as imagens aqui publicadas são do Pinterest, excepto se existirem indicações contrárias.

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