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Por Definir

Por Definir

11
Nov18

Planear é eficaz

Entre os conselhos mais populares para ganhar motivação no trabalho está "planear uma viagem". Não precisa de ser uma viagem internacional nem de longa distância. Visitar a cidade vizinha serve perfeitamente. Acredito que a ideia é estimular a pessoa a adquirir conhecimentos e experiência (por visitar um sítio novo) e entusiasmá-la com essa ideia. Pois confirma-se. 

Para combater a amofinação, determinei-me a planear a minha semana no Norte do Vietname. Sendo uma pessoa extremamente caseira, pensar que vou dormir numa cama diferente durante 8 noites tira-me o sono. Não há viagem sem cama desconhecida mas (quase) toda a gente está disposta a ter esse desprazer pelo prazer em dobro que a viagem proporciona. Esforço-me para não ser exceção. 

Reservei hostéis (não possuo dinheiro em abundância) e desenhei a rota a seguir. Tenho grandes expectativas, o que não é necessariamente bom porque há sempre o risco de ficar desapontada. É a tal história de "quanto maior a expectativa, maior a queda". 

Entretanto vou aproveitar esta onda de euforia para dormir melhor, enquanto ainda não me preocupo com os meus futuros aposentos. 

10
Nov18

A propósito de decisões

Antes de vir para a Ásia fazer um estágio, pensei muito pouco sobre o assunto. Sabia que, como ia estar num país menos desenvolvido, o ambiente profissional seria mais fraco e os conhecimentos que iria adquirir seriam escassos. Mesmo assim, decidi vir para me superar a mim mesma e para viver numa cultura tão distante da nossa quanto possível. 

Estava certa. Senti que o estágio foi inútil. O profissionalismo do escritório era muito baixo e a organização do mesmo era igualmente precária. É importante referir que estou na empresa mais conhecida do país. Chateia-me perceber que desperdicei tempo a fazer nada e a não aprender coisa nenhuma na actividade profissional. 

Contudo, relembrando os principais motivos pelos quais estou aqui, o que eu queria mesmo era crescer interiormente. Sair da minha zona de conforto, superar desafios que na Europa não teria e aprender a viver comigo mesma, sozinha. Esta reflexão íntima e interior ainda está a ser desenvolvida. Posso, por isso, afirmar se valeu a pena? Sim, já valeu a pena. Mas talvez tivesse atingido a mesma finalidade e ainda crescer a nível profissional se tivesse ido para outro país. Mas lá está, havia sempre uma decisão mais vantajosa.  

09
Nov18

Escolherias voltar atrás no tempo ou ganhar mais tempo no presente?

Vi algures por aí a questão "Escolherias voltar atrás no tempo ou ganhar mais tempo no presente?". Fácil: voltar atrás no tempo. 

Acho curioso quando alguém diz que não se arrepende de nada e que só se arrepende do que não fez. Até acho que quem diz isto incorre num paradoxo. Se não se arrepende de nada e apenas do que não fez, significa que se arrepende de tudo pois podia ter feito muito mais.

Por exemplo, um leitor dirige-se a uma livraria para se pôr a par das novidades literárias e encontra um conjunto de livros que lhe interessa. Depois de alguma indecisão, decide comprar o romance histórico ao invés do livro de não-ficção. Ora, se este leitor é dos que afirma que não se arrepende de nada e apenas do que não fez, o leitor não se arrepende de ter comprado o romance histórico mas arrepende-se de não ter comprado o outro livro. Posto isto, o leitor arrepende-se e não se arrepende acabando sempre por se arrepender em todas as suas ações porque há sempre alguma coisa que podia ter feito, adicionalmente ao que fez. 

Sou das que se arrepende de tudo e fico descansada mas frustrada por assim ser. Descansa-me saber que tenho a perceção da decisão que teria sido mais benéfica e eficiente para uma ação em específico - o que revela perspicácia - mas frusta-me adquirir esse conhecimento quando uma outra decisão menos favorável já foi tomada - frustração esta que me irá acompanhar vitaliciamente. 

07
Nov18

Macau - chinês e português

Os meus amigos que já tinham estado em Hong Kong recomendaram-me ir a Macau num dia. E eu fui. 

A viagem de ferry demora, sensivelmente, 1 hora e 20 minutos. A ideia que tinha de Macau (também uma região administrativa especial da China mas que foi colonizada por portugueses) era que seria similar a Hong Kong mas com português à mistura. Mas não só não é tão desenvolvido como Hong Kong, como não encontrei nenhum local que falasse a nossa língua.

É mais pobre e menos comercial e financeiramente ativo comparativamente a Hong Kong. Contudo, senti-me mais próxima da China tradicional. Os turistas não são tão abundantes e, por isso, o comércio está mais direcionado para os locais. Embora tenha visto dezenas de pastelarias com as famosas 'tartes de ovo portuguesas' (não, não são boas), não haviam muitas mais lojas que aliciassem os visitantes. 

Quase todos os nomes das ruas estão escritos em português e chinês. Sinais de trânsito, escolas e hospitais também. No centro, encontrei uma livraria portuguesa com - para além de livros escritos em português - souvenirs de Portugal como marcadores de livros com elétricos amarelos, decorações em porcelanas, vinho do Porto, entre outros. Escusado será dizer que os preços estavam imensamente inflacionados mas todos os produtos fizeram-me recordar o nosso país com muito carinho e quando dei por mim, as lágrimas já caíam. 

Talvez não tivesse tido sorte mas sempre que agradecia em português recebia um 'ok' e um sorriso de volta. E é exatamente isso que os asiáticos costumam fazer quando não entendem o que dizemos. É por esta razão que acredito que a maior parte das pessoas não saibam falar português, o que me desiludiu um pouco.

O luxo de Macau são os vários casinos frequentados pelos mais endinheirados e alguns hotéis mais extravagantes. Notei uma maior diferença entre a zona junto ao porto marítimo e o centro propriamente dito sendo este último menos abastado. 

De qualquer forma, vale sempre a pena ir a um sítio novo. A mim, valeu-me a livraria. 

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06
Nov18

Lattes

Acordei relativamente cedo hoje e, como estava ensonada, fui ao café pedir um latte (nome fino para café com leite). Amargo que mais não podia, 5 minutos depois estava completamente acordada e com a energia que não sentia há muito tempo. Parece que o meu cérebro está ligeiramente dependente de lattes. Ou então é tudo psicológico. O que me faz chegar à mesma conclusão. 

05
Nov18

Hong Kong - a combinação perfeita

Andei desaparecida do blog nestes últimos 4 dias porque fui viajar. Os bilhetes de avião entre países asiáticos são relativamente baratos e, não querendo perder oportunidades, fui a Hong Kong e a Macau. 

Hong Kong é um conjunto de ilhas, todas muito perto umas das outras. O transporte entre elas faz-se essencialmente através de metro, ferry ou autocarro. É tudo extremamente complicado e confuso em Hong Kong. Sair do comboio (que apanhei no aeroporto) para a rua deu-me muitas dores de cabeça e um ataque de ansiedade. A estação de comboios é dentro de um centro comercial com dimensões ridiculamente grandes e as saídas estão completamente camufladas.

Quando, finalmente, descobri a saída, a minha primeira impressão foi "uau!!!" (sempre de queixo caído). Claro que estava rodeada de prédios altíssimos e lindos. Senti-me como se estivesse num filme, num sonho. Nunca tinha visitado nenhuma cidade com arranha-céus nem com tanta densidade populacional, embora Hong Kong não seja considerado cidade nem país mas sim uma região administrativa especial da China. Há 6 777 pessoas por km2 enquanto que em Portugal há 111 pessoas por km2. Conseguem imaginar uma passadeira quando o semáforo dá luz verde para os peões? Nunca fui a Nova Iorque mas imagino que seja muito parecido. 

Para além do desenvolvimento a nível financeiro, comercial e tecnológico, Honk Kong também tem um elevado Índice de Desenvolvimento Humano. Enquanto lá estive, senti-me como se tivesse viajado 5 ano para o futuro. Não há nada com o qual eu nunca tivesse imaginado mas é percetível a olho nu a evolução da região. O luxo está muito presente mas os habitantes (e os turistas também) não o ostentam de forma exuberante. Porém, o seu conforto financeiro e pessoal é notório pela maneira confiante com que andam na rua. Fiquei com a impressão que são pessoas muito bem resolvidas e que o seu estilo de vida é possível devido à sua dedicação ao trabalho.

Também estive em zonas menos desenvolvidas e mais pobres mas não me chocou nada. Era esta a ideia que tinha da China: zonas muito desenvolvidas intercaladas com sítios mais carentes. É um contraste que não choca, talvez por já estar habituada a viver num país onde as desigualdades sociais estão muito presentes. 

Os prédios, que quase tocam no céu, são a casa de milhares de pessoas. Não consigo imaginar quantos apartamentos há por cada andar mas é nítida a dimensão reduzida de cada um. As ofertas gastronómicas são mais que muitas mas acredito que haja igual número de lojas de luxo como Dior, Saint Laurent, Louis Vuitton ou Prada. O que mais me impressionou foi o cenário vísivel do porto de Kowloon. Como a ilha de Hong Kong fica em frente à de Kowloon, o panorama é completamente arrebatador. Uma paisagem 'vertical' que me fez sonhar, que me acalmou e me fez sentir pequenina mas importante no mundo.  

Por isso gostei tanto de Hong Kong: ainda que se viva o caos e a confusão, ali, há a combinação perfeita do presente e do futuro, da realidade e do sonho. 

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 Todas as fotografias foram tiradas por mim. Peço desculpa pela qualidade (acho que foi alterada quando fiz download). 

Nota

Todas as imagens aqui publicadas são do Pinterest, excepto se existirem indicações contrárias.

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