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Por Definir

Por Definir

29
Mai19

Pertenço à geração errada. E agora?!

Tenho a sensação que pertenço à geração errada. É isto e apenas isto. 

Por muito que esteja agradecida pela evolução da ciência e da tecnologia, por vezes desejava que não tivesse existido tamanha transformação no mundo. Não sei se se aplica o tal provérbio de que só queremos aquilo que não temos mas é uma realidade muito minha: não pertenço aqui. 

Estava a comer um gelado numa noite de verão enquanto observava um grupo de 4 jovens que ainda não teriam 20 anos. Todos eles estavam a beber um café e todos eles estavam colados aos seus próprios telemóveis. Cada um estava entretido e absorvido pelo seu próprio mundo. Fiquei triste ao perceber que a interação cara a cara vai sendo cada vez mais esquecida. 

Incomodam-me os smartphones ainda que utilize muito quer por necessidade, quer por arrasto desta geração. Despendo demasiadas horas num mundo virtual que não acrescenta nada à minha vida. Quero vivê-la e não ver os outros a viverem a sua. Ainda que as redes sociais tenham benefícios, a parte negativa destaca-se bastante (pelo menos para mim). Fico bastante frustrada quando percebo que a envolvência do ano em que vivemos leva a melhor sobre mim. Decidi não permitir mais este controlo.

Recentemente, tenho vindo a recordar muito o filme "Call me by your name" não pela sua história mas pelo seu contexto histórico. O jovem rapaz ocupa os seus dias das férias de verão com os amigos e com a família, a ler, a escrever ou a fazer música e em actividades ao ar livre. A década de 80 tem muito pouco a ver com 2019. E eu preferia a década de 80. Preferia a sua envolvência. Preferia a humanização. Preferia a naturalidade e facilidade em viver. Preferia a sua ausência de controlo por parte da tecnologia. Preferia ter crescido lá.

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Creio que a evolução nos desumanizou. E haverá pior coisa que a desumanização?

25
Mai19

Ajuda na hora de votar

Infelizmente não percebo nada de política mas sempre que imagino a dificuldade de decorar todos aqueles partidos, representantes e ideais, fico com um nó no estomâgo. A não ser que acompanhe de muito perto, jamais irei estar a par dos assuntos políticos. É um investimento muito grande de tempo que eu não estou preparada para fazer. 

Felizmente, há grandes pensadores por este mundo fora que disponibilizam uma ferramenta muito útil a quem, como eu, não sabe em quem votar. Este website ajuda os mais esquecidos, ignorantes ou indecisos a terem uma ideia do partido que mais se aproxima dos nossos ideais. Após respondermos a 22 perguntas, o sistema indica-nos, através de percentages, quais os partidos que defendem os nossos princípios e quais aqueles que ficam mais aquém da nossa ideologia. 

Espero que vos ajude tanto quanto me ajudou a mim. E votem. Por favor, votem!

21
Mai19

A melhor série de sempre - Game of Thrones

///CONTÉM SPOILERS\\\

As opiniões dividem-se entre o péssimo e o incrível relativamente ao último episódio de Game of Thrones. Confesso que a última temporada foi a que menos gostei mas fiquei tranquila com o seu final. Já há algum tempo que ansiava pela morte da Khaleesi e a sua morte não poderia ter sido melhor. A destruição de King's Landing foi a prova que a ambição leva a melhor de nós uma vez que a mãe dos dragões sempre teve nobres intenções até ficar cega com o poder que poderia alcançar. 

Jon Snow teve o final mais sereno de todos, na minha opinião: voltar para a muralha onde nunca foi muito feliz nem infeliz, foi apenas existindo e fazendo o bem sempre que possível. A Arya e a Sansa tiveram um destino previsível que lhes assenta na perfeição. O que gostei menos foi mesmo o Brand tornar-se rei. Mas se pensar um bocadinho sobre isso, não veria ninguém para ocupar o cargo.

Acredito que os fãs tenham ficado desiludidos com a pressa que os realizadores tiveram nalgumas cenas. Contudo, a série não deixa de ser brilhante por ter uma temporada menos incrível. O Nuno Markl explica muito bem a inteligência e a magnificência da série, em especial, do seu último episódio. A sua análise fez-me refletir de outro ponto de vista com o qual concordo bastante. 

Game of Thrones foi a melhor série que já alguma vez vi e entristece-me pensar que nenhuma vai ser tão boa como esta. Contudo, alegra-me saber que, tendo uma memória tão fraca, daqui a 2 anos posso revê-la outra vez pela primeira vez.  

16
Mai19

Becoming - A Minha História

Já o li há mais de um mês mas sorrio sempre que ouço o seu título. "Becoming" de Michelle Obama foi um dos melhores livros que li este ano. Este ano e em toda a minha vida. Não me recordo se já tinha lido alguma biografia antes mas tenho a certeza que este género me conquistou. 

O que mais me impressiona é o percurso evolutivo de Michelle. Viveu numa casa modesta até que atingiu a maioridade e ingressou na faculdade. Desde essa altura que, com esforço e dedicação, tem vindo persistentemente a crescer na sua vida profissional. Esta senhora é a prova viva que nada acontece por acaso e que nada cai do céu. Sempre me foi dito que se não se trabalhar arduamente, nunca se terá uma vida confortável. Por ter plena consciência da sua veracidade, não tenho feito outra coisa se não dar o meu melhor em tudo o que faço. 

Este livro apareceu na altura certa da minha vida. Com a minha atual procura de trabalho, passo 12 horas em frente ao computador a enviar currículos e cartas de motivação. As respostas que obtenho são quase nenhumas e, ainda que me entristeça um bocadinho, sei que mais tarde ou mais cedo vou obter A resposta. Michelle Obama ensinou-me a olhar para a vida com outra perspetiva: a de que tudo é efémero. Os problemas de hoje, em princípio, já não o vão ser daqui a uns tempos. A preocupação é necessária na vida humana mas não vale a pena moer a cabeça por todo e qualquer assunto. 

Para além desta lição de vida, é agradável ler a escrita da autora que se revela fluente e acessível ainda que rica e precisa. Conhecer os procedimentos que estão por trás de qualquer movimentação na Casa Branca leva-nos a valorizar a nossa liberdade mas também, creio eu, a admirar a família Obama como nunca a tínhamos antes. 

13
Mai19

Londres - o incrível, o mau e o terrível

Devido aos preços baixos das companhias low-cost, Londres é um dos destinos de eleição dos portugueses para escapadinhas ou mini-férias. A menos de 3 horas de avião, a capital de Inglaterra é uma cidade cosmopolita que mistura diferentes culturas sem nunca perder a sua. 

Esta é uma das melhores qualidades de Londres: a sua cultura evidente. Ainda que pareça que o número de emigrantes e londrinos seja o mesmo, é fácil distingui-los dos demais. O sotaque denuncia-os e é o que, inexplicavelmente, me conforta. Sempre que ouço o sotaque britânico, sinto-me imediatamente em casa quase como se estivesse a beber uma chávena de chá com um livro no regaço junto a uma lareira. Conforto e calma é o que me é transmitido. A vontade de me misturar na cidade e passar por nativa esteve constantemente presente enquanto percorria as suas ruas e ruelas. 

A arquitetura maravilhou-me na sua plenitude. A minha paixão por casas e edifícios de pedra cresceu quando vivi em Praga, na República Checa. O seu lado rústico e elegante dançam numa harmonia enaltecida pelo casamento entre a antiguidade e a modernidade. As muitas cores nos bairros de Londres completam esta harmonia. Os táxis antigos e os autocarros vermelhos dão um charme único a Londres. Mais uma vez, misturam o passado e o presente na perfeição. É sem dúvida um ambiente acolhedor que se torna evidente com a instabilidade meteorológica. A chuva concede um clima ainda mais aconchegante para os amantes de chuva já que os demais a amaldiçoam. 

Relativamente à gastronomia e como tinha um budget apertado, não tenho poder para opinar. Posso sim elevar a cadeia de restaurantes/pastelarias/padarias/supermercados "Pret A Manger". Para além de saladas e sandes frias tem também refeições quentes para todos os gostos como sopa, massas ou lasanha. Há também sobremesas e snacks para levar ou comer no interior, como se preferir. Para além de rápida, a comida é feita com ingredientes naturais e orgânicos sendo por isso saudável. Aconselho vivamente a experimentarem, vale a pena!

Do aeroporto para o local onde estávamos hospedados utilizámos o autocarro e o metro: má ideia. O autocarro atrasou-se uma hora e cada bilhete de metro custou mais de 5€, não compensando de forma alguma utilizar este ou outros transportes públicos dentro de Londres (creio que é preferível o combio do aeroporto para a cidade). Uma vez que Londres está dividida por áreas e cada área tem diferentes pontos de interesse, é mais prático encontrar alojamento no centro para se conseguir visitar tudo a pé mas também é mais caro. 

O pior foram mesmo as multidões que existiam a cada esquina. Creio que a maior parte seriam turistas que nos davam encontrões, impediam a passagem ou que nos bloqueavam o campo de visão. Nas entradas das atrações turísticas há filas infinitas o que acaba por se traduzir em tempo perdido mas há algumas que valem a pena como a Galeria Nacional ou o Museu da História Natural. A cidade também está muito direccionada para o comércio. Tudo são lojas e lojinhas com o intuito de nos extrair dinheiro e os preços estão quase sempre inflacionados. As ruas que gostei menos foram aquelas que mais lojas tinham. 

Visto o panorama geral, foi uma cidade que me agradou muito mas que não me fez sentir vontade de voltar. Penso que teria gostado mais de visitar uma cidade mais pequena em Inglaterra ou uma vila onde a cultura estivesse ainda mais acentuada.

Deixo algumas fotografias tiradas por mim. 

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Nota

Todas as imagens aqui publicadas são do Pinterest, excepto se existirem indicações contrárias.

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