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Por Definir

Por Definir

06
Jun20

Um dia de David Nicholls

O Sol espreita muito de vez em quando pelas nuvens gordas mas brancas que prometem não deixar brotar uma gota de água. O vento faz balançar os ramos esguios e altos dos eucaliptos plantados no cimo da colina junto à casa grande e o único som humano é o fechar de uma porta emperrada numa casa lá longe, do outro lado do monte. Está um dia de Outono que quase faz lembrar o Inverno mas, no entanto, é Primavera. Ela anuiu com a cabeça concordando que é o sábado perfeito para pegar no livro que ocupa a sua cabeceira há 2 dias intitulado de "Um Dia" por David Nicholls.

É um livro que narra a história de vida de dois amigos durante duas décadas. Curiosamente, cada capítulo dedica-se a um ano das suas vidas e descreve episódios aleatórios mas, de alguma forma, marcante para as personagens. Não é uma descrição de um resumo maçudo dos acontecimentos mas sim de um dia ou de uma semana em particular. Obra de fácil leitura devido à escrita fluida e bem construída pelo autor obrigando o leitor a identificar-se com os episódios da vida mundana das personagens. De leitura agradável e aprazível, lê-se de uma empreitada e fica-se com a sensação de que a vida passa tão mas tão depressa.

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05
Jun20

A dependência do online

Se pararmos para pensar nas coisas importantes da vida, chegamos à conclusão que a maioria delas são feitas offline. Tenho uma compulsão qualquer com o raio do telemóvel e das redes sociais que me desgasta mentalmente porque sinto que perco horas e horas que podia dedicar a outra actividade que me enriquecesse mais como pessoa. E, como a minha avó dizia, eu é que mando no meu corpo (e isto incluí o cérebro), desativei a conta do Facebook e criei uma nova no Instagram onde os meus seguidores e as pessoas são apenas aquelas mais importantes para mim. Com estas ações, espero reduzir o tempo colada ao ecrã e mais à vida real, ao dia-a-dia e ao presente. 
 
Alguém sofre desta dependência?

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29
Mai20

A cidade e as aplicações

Hoje ouvi uma frase do Bruno Nogueira numa entrevista com a qual me identifiquei que foi: "Não gosto da cidade. Parece um telemóvel com todas as aplicações abertas ao mesmo tempo". 

Desde há muito tempo que digo que não pertenço a este século, que devia ter nascido na primeira metade do século XX. E digo isto por me sentir assoberbada, essencialmente, pelas tecnologias e pelo seu consequente bombardeamento de informação. Acredito que seria muito mais feliz se apenas tivesse a televisão, a rádio ou os jornais como meios de comunicação, tal e qual como antigamente. 

Creio que já aqui referi que a evolução das tecnologias tem um valor inquestionável porque sem ela a qualidade de vida que temos hoje em dia não existiria mas acredito que está a tomar proporções desumanas. 

O Bruno Nogueira não gosta da cidade mas eu não gosto é de todas as aplicações abertas ao mesmo tempo.

10
Mai20

Não sejam como eu

Quando era criança e me perguntavam o que queria ser quando fosse grande dizia que queria ser bibliotecária. Ninguém estranhava visto que eu andava sempre com livros atrás. Quando a minha mãe trabalhava no mini-mercado da vila, havia uma cadeira encostada ao canto dos detergentes da roupa que era ocupada por mim quando saía da escola e esperava ir para casa. Com as pernas a baloiçar e dor no pescoço, abria um livro no colo e lia até que não aguentasse mais olhar para baixo. Todos os habitantes da vila que iam fazer as suas compras me conheciam, a mim e aos livros como se fossemos indivisíveis.

Hoje em dia, ainda que adorasse trabalhar numa biblioteca, atrai-me mais a ideia de ser escritora. E assim que este pensamento surge, desaparece rapidamente com a lembrança de que há muitos leitores por aí que desejavam escrever um livro. Serem escritores, portanto. E a maior parte não chega a publicar nenhum ao longo da sua vida. 

Questiono-me porquê. Falta de talento? E se eu disser que acredito que o talento se constrói? Falta de motivação/persistência? Acredito que existam muitas pessoas resilientes por aí. Será porquê? E, logo depois, desacredito na minha ideia, no meu sonho.

Não sejam como eu. Acreditem nos vossos sonhos.  

06
Mai20

Do Alentejo

O chilrear das aves, o cantar dos galos, o som estridente das cigarras e um ou outro latido são os sons que oiço quando puxo uma cadeira para o pátio com um livro na mão e um café. 

Quando me sento e olho ao redor apenas alcançando flores, ervas, árvores e pássaros das mais diferentes espécies, tenho a certeza que pertenço aqui e que este é o meu lugar preferido do mundo, não importa para onde vá. 

 

30
Abr20

Outros 4 meses depois

Nestes 4 meses que por aqui não passei, a minha vida sofreu ligeiras alterações: concluí o mestrado e a tenebrosa tese; saí do emprego que tinha desde o verão; voltei para o Alentejo fugida do vírus. 

E é aqui que me encontro, portanto, no Alentejo, na minha casa de sempre (e para sempre), a sentir-me sortuda por ter uma almofada que me ampara sempre. Durante este período de maiores restrições, pesquiso muito sobre desenvolvimento pessoal porque acredito que o nosso sucesso depende muito do nosso mindset. Tenho dedicado muito tempo a ver vídeos com conteúdos que me despertam o interesse e a ler sobre esta temática que me diz tanto.

Para além disso, aventurei-me a aprender Francês, a integrar um curso online de Harvard e, não tão menos importante, a voltar a este outro refúgio que ficou hibernado devido a "falta de tempo". Do blog, quero dispender mais tempo a trabalhá-lo e a encará-lo como a minha plataforma de expressão, que me faz tão bem!

Afinal, estar fechada em casa não significa fazer nada para mim!

E vocês, o que contam? 

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11
Ago19

Não julguem ninguém

Tenho um amigo meu que está há vários anos a tentar concluir a licenciatura. Já está a arrastar-se há mais de 5 anos e eu sempre o julguei fortemente por isso. Como é que uma pessoa é tão preguiçosa a esse ponto? O problema dele é mesmo esse: ser preguiçoso. E, a meu ver, as pessoas preguiçosas que não correm atrás dos seus objetivos não têm um propósito na vida. 

Ora esta visão mudou radicalmente. Deixei de ser extremista. Arrastar algo durante muito tempo não significa, necessariamente, uma ausência de propósitos. Aliás, há uma série de fatores que podem estar por detrás desta situação. 

Digo isto porque é o que me está a acontecer há cerca de dois meses. Não consigo finalizar o projeto que tenho em mãos e fico frustrada sempre que me apercebo do tempo que tenho vindo a perder. Mas quando me sento à mesa para o fazer, não sou produtiva. Nem consigo pensar. Nada. Logo eu que sou toda despachada e que faço tudo num instante. 

Ainda não percebi o motivo desta procrastinação. Nem sei se alguma vezes perceberei. Só quero que passe. 

 

13
Jul19

Este ano não vou à praia e não me importo nada

Este ano o meu verão vai ser exclusivamente passado no escritório ou em casa, debruçada na tese. 

E sabem que mais? Não me incomoda nada. Ir 1 dia à praia no ano é suficiente para mim já que, logisticamente, é um processo que me deixa nervosa. Eis o porquê:

  • Estacionamento
  • Andar 1,5km para pousar a tolha de modo a agradar todos os presentes com a localização
  • O vento que se põe
  • As pessoas que se aconchegam umas às outras como se estivesse muito frio
  • A água salgada que me dá comichões no corpo
  • A vontade interminável de comer infinitas bolas de Berlim
  • As gorduras que sobressaem de todos os lados e sim, #ama-te mas ainda assim... 
  • A A-R-E-I-A. O drama da areia. Matéria da qual são feitas as praias. Há areia em todo o lado - malas, comida, corpo, toalha, livros, tantas-outras-coisas
  • O chapéu de sol que é demasiado pequeno para todos
  • E depois o clássico não fazer nada que me incomoda muito e...
    • Está fora de questão fazer desporto porque a areia está a escaldar;
    • Está fora de questão jogar às cartas ou ler porque o vento leva tudo;
    • Está fora de questão passar o tempo todo na água porque é um gelo. 

Pronto, agora vou voltar a mergulhar na minha tese.

08
Jul19

Uma ideia inovadora: guardar sono

Liguei o computador hoje, após 4 dias extremamente caóticos.

O meu tempo livre é bastante reduzido e, acrescentando o tempo que dispenso para concluir o mestrado, restam-me 7 horas que gasto a dormir. Dormir, a actividade que me sabe tão bem mas que antagonizo veementemente. Atualmente é algo que preciso, acima de gostar e querer. Nunca durmo mais do que 8 horas para não roubar tempo às minhas outras tarefas.

Nas férias de verão em que dormia 10 a 12h por dia cheguei a pensar que seria extremamente útil e valioso acumular horas de sono no corpo para depois irmos gastando ao longo dos anos quando não conseguíssemos dormir a quantidade de horas suficientes. Pensei que adorava conseguir hibernar nas férias de verão (sim, detestava-as) de forma a ajudar o meu futuro eu em situações como as de agora onde preciso de canalizar todos os minutos para os meus afazeres.

O Homem ainda não inventou esta dinâmica mas anseio por esse dia.

Nota

Todas as imagens aqui publicadas são do Pinterest, excepto se existirem indicações contrárias.

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