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Por Definir

Por Definir

24.Out.18

A fugida do tempo

À medida que fui crescendo comecei a ter um ódiozinho por todas aquelas pessoas que se viravam para a minha mãe e diziam: "Ahhh, é a tua filha, Ana? Está tão crescida! Como o tempo passa... Não havemos nós de estar velhas! ahahaha". 

Hoje, percebo totalmente esta reação. Desde que fui estudar para Lisboa, passo muito tempo sem ver certas pessoas, especialmente miúdos de escola. Quando vou ao mercado com a minha mãe encontramos sempre gente da terra e por vezes jogamos ao quem é quem. 

-Olha ali para a direita. Conheces o moço que está com a Eugénia? - diz a minha mãe. 

-Oh mãe, sei lá quem é o moço! - respondo eu, sem aparente interesse.

-Então não é o Diogo, o filho dela?? - diz-me ela como se fosse óbvio. 

E eu não respondo porque fico chocadíssima e extremamente surpresa com a informação que acabei de adquirir. 

Para consolidar ainda mais o meu ponto de vista, vou aqui referir as férias de verão ou as "férias grandes" tão desejadas por muitos mas repelidas por mim. 

No início da minha adolescência, as férias de verão eram eternas. Eu só desejava que as aulas começassem de novo em Setembro. No fim da minha adolescência e até há bem pouco tempo, não tive tempo de as sentir. Não porque estava mais ocupada ou porque gostava de estar de férias. Simplesmente o tempo passa mais rápido conforme crescemos e envelhecemos. E eu só tive a verdadeira noção dessa situação hoje, quando olhei para o calendário e vi uma grande bola desenhada no dia 24 de Outubro: a marca dos 2 meses fora de Portugal.

Embora sinta que estou aqui há umas semanas, se não houvessem calendários, não acreditava que já tinham passado 2 meses. Não sei de quem ou do que quer escapar mas o tempo foge e é preciso agarrá-lo o quanto antes. 

 

Nota

Todas as imagens aqui publicadas são do Pinterest, excepto se existirem indicações contrárias.