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Por Definir

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Das leituras que me prendem

"O deslumbre de Cecilia Fluss" de João Tordo é o último de uma trilogia que eu não sabia existir. Contudo, já tinha lido o primeiro volume intitulado de "O luto de Elias Gro" e tinha ficado encantada com o autor. Tenho ideia de ter lido o segundo livro: "O paraíso segundo Lars D.". Como não tenho bem a certeza e não me recordo da sua narrativa, decidi (re)lê-lo. 

   

Sinopse 

Aos catorze anos, Matias Fluss é um adolescente preocupado com três coisas: o sexo, um tio enlouquecido e as fábulas budistas. Vive com a mãe e a irmã mais velha, Cecilia, numa espécie de ninho onde lambe as feridas da juventude: a primeira paixão, as dúvidas existenciais, os conflitos de afirmação. Sempre que sente o copo a transbordar, refugia-se na cabana isolada do tio Elias. 

Cedo, contudo, a inocência lhe será arrancada. Ao virar da esquina, encontra-se o golpe mais duro da sua vida: o desaparecimento súbito de Cecilia que, afundada numa paixão por um homem desconhecido, é vista pela última vez a saltar de uma ponte.

Muito mais tarde, Matias será obrigado a revisitar a dor, quando a sua pacata vida de professor universitário é interrompida por uma carta vinda das sombras do passado, lançando a suspeita sobre o que aconteceu realmente à sua irmã — sem saber ainda que regressar ao passado poderá significar, também, resgatar-se a si mesmo.

No final desta «trilogia dos lugares sem nome», iniciada com O luto de Elias Gro, João Tordo explora, através de personagens únicas e universais, numa geografia singular, os temas da memória e do afecto, do amor e da desolação, da vida terrena e espiritual, procurando aquilo que com mais força nos liga aos outros e a nós próprios. 

 

Não me quero alongar muito sobre o livro nem sobre a sua história. Deixou-me a pensar na forma como os sentimentos nos dominam e que, muitas vezes, não nos apercebemos do que estamos a viver. Só mais tarde temos bem a noção de certas situações que na altura nos pareciam mais graves do que eram. Deixou-me a pensar na velhice e em como complicamos a vida. Na demência e na loucura. No lado bom da insensatez. 

João Tordo é um dos meus escritores preferidos devido à sua capacidade de captar os sentidos e de os direcionar, todos, para a sua escrita. É dos poucos autores que me faz ficar absorvida e concentrada durante horas. Aquela concentração que nos faz deixar de ouvir as outras pessoas à sua volta. É o que mais gosto nos seus livros: de imergir sem hora para voltar. 

Nota

Todas as imagens aqui publicadas são do Pinterest exceto se existerem indicações contrárias.

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