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Por Definir

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21
Mar19

"Estamos a ficar cada vez mais estúpidos"

Sempre tive o bichinho da Nova Zelândia. Creio que por idealizar um país muito diversificado e completo e a transbordar de Natureza indescritível. A sua paisagem muda eloquentemente ao longo das duas ilhas principais. Quem já lá foi disse que de manhã é possível observar um glaciar e, conduzindo um par de horas para Oeste, encontra-se um prado verdejante. 

Nem só de Natureza diversificada se faz a Nova Zelândia. A diversidade ao nível demográfico é também evidente. Não me choca existirem diferentes nacionalidades, religiões e etnias num país tão apelativo como este. Na verdade, não me choca este mix em parte alguma. A emigração é um fenómeno cada vez mais natural, mais recorrente e facilitado, comparativamente ao século anterior.

Sou da opinião que todos os países devem aceitar emigrantes desde que os mesmos se adaptem e adotem os costumes do país de destino. Desta forma, a identidade do país de acolhimento não se perde. Já visitei países em que me pareceu existir tantos nativos como cidadãos de outras nacionalidades. Futuramente, devido à mistura de genes, os nativos de hoje serão fisicamente desiguais dos nativos de amanhã. Fenómeno natural a que se dá o nome de evolução

Aparentemente, nem todos concordam com a inclusividade. O senhor (senhor assassino) que matou dezenas de pessoas na Nova Zelândia demarcou, claramente, a sua posição relativamente à religião que atacou. Pessoalmente vivo muito seguindo a regra do "não faças aos outros aquilo que não gostas que te façam a ti". Talvez por ter vivido algumas temporadas fora de Portugal e ter sempre medo da discriminação por ser estrangeira, incluo todos no mesmo saco. 

Se o Sr. Assassino emigrasse para um país muçulmano ou, digamos antes, permanecesse uma temporada no mesmo, gostaria de ser morto apenas porque sim? Eu diria que não. Gostaria o Sr. Assassino que matassem a sua filha que teria ido às compras sozinha num país muçulmano? Talvez não. E a sua mulher? Não acredito.

Pode parecer parvo da minha parte mas para mim não faz sentido nenhum assassinar só porque sim. Nem assassinar, no geral. A citação que se segue (Entrevistas Visão) mostra em parte o que me ocorre aquando de situações graves consequentes da falta de aceitação e inclusão daqueles que não são iguais a nós:

Pensava que o ser humano aprendia com os erros, que evoluía e se tornava mais sábio, mas é o oposto: estamos a ficar cada vez mais estúpidos. (...) Não percebo o mundo em que vivemos.

Nota

Todas as imagens aqui publicadas são do Pinterest, excepto se existirem indicações contrárias.

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