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Por Definir

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15.Nov.18

Obrigada, mãe

Não queria ir a Portugal no Natal porque, uma vez que estou na Ásia, quero aproveitar e visitar tudo quanto me é possível. A minha mãe exigiu e obrigou-me a comprar bilhete de volta para chegar antes do dia 24 de Dezembro.

Ontem, enquanto estava a beber uma bebida num famoso café da zona, reparei nas decorações natalícias do espaço. Fiz as contas mentalmente e falta apenas um mês e uma semana para o Natal. Não dei, mais uma vez, pelo tempo passar. Fiquei nostálgica, claro está. 

Muitos desamam a época devido ao consumismo praticado durante a mesma. É realmente assustador o crescimento do consumo nos últimos meses do ano mas, na minha família, não sofremos desse mal. Somos muitos. Como o dinheiro não abunda, não há presentes para ninguém. 

Ao invés de prendas e surpresas, temos a família (quase toda) à mesa (situação rara), disfrutamos de uma refeição farta (exageradamente farta), rimos pelas situações caricatas por que já passámos e choramos pelos que já não estão. Cliché ou não, para mim, o Natal é mesmo isso. A reunião. As discussões que acontecem sempre nesse dia porque faz parte. A tia gorda que implica comigo por eu evitar os doces dizendo "ai filha, a vida é tão curta para nos privarmos de coisas" mas é ainda mais curta se ela não se privar dessas mesmas coisas. O primo que fica bebêdo e se torna chato. A prima que só quer paz e amor no mundo. O tio que adormece à mesa. As crianças que choram, gritam e enervam todos. A avó que pede a todos que se sentem durante 2 horas porque se enerva com tanta gente na cozinha mas ninguém faz caso. O primo adolescente que se agarra ao telemóvel a noite toda. Todos têm um papel a desempenhar no Natal. Eu? Eu sou a que observo, a que me rio interiormente e a que choro também por me sentir tão feliz rodeada dos meus.  

Nota

Todas as imagens aqui publicadas são do Pinterest, excepto se existirem indicações contrárias.

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